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QUANDO A ESQUINA SE POESIA NO AP – 4ª COLOCADA


06/03/2008

É com enorme prazer que revelamos os vencedores do I Concurso de Poesia Esquina no AP. A Comissão Julgadora foi composta pelos poetas, escritores e participantes da equipe literária do site Beatriz Bajo (presidente do júri), Alexandre Landim, Aline Aimée, Anderson Fonseca, Bruno Scuissiatto e Rodrigo Novaes de Almeida. A organização ficou a cargo de Marcel Alan e Beatriz Bajo e os melhores poemas, segundo critérios que iam de qualidade literária, originalidade, capacidade criativa até riqueza da linguagem, receberam títulos de finalistas e abrilhantarão a esquina mais lírica da virtualidade aqui na nossa emboscada poética.

Foram cinco poemas, que terão seu espaço para apreciação aqui no Armadilha Poética. Portanto, fiquemos com o 4º lugar, poema escrito por Giselly Peregrino (pseudônimo Sophia do Vale) intitulado Ondas Rubras.

 

 

Giselly Peregrino gosta de Literatura desde antes de aprender a ler. Das histórias que ouvia, guardou o lírio que perfumaria sua poesia, que começou a escrever aos 13 anos – e não parou mais! Na UERJ e na UFF, estudou Letras; na PUC-Rio, faz mestrado em Literatura Brasileira. Crê que o ser humano necessita de poesia para viver de verdade. Por isso, não hesita em levá-la cada vez mais ao mundo. Professora de Literatura no Ensino Médio, a poetisa troca e toca intimidades em suas aulas, afinal, falar sobre poesia é exatamente isso.

Passa horas em sua biblioteca peregrinando pelos longos caminhos do saber e, vez ou outra, vai ao Maracanã torcer pelo Fluminense.

Mora com seus pais e sua irmã, sua primeira leitora. Sente saudades de sua avó, pássaro maior que o sol, que a ajudou a voar e escrever poemas como Ondas rubras do livro “Praia Deserta”, ainda não publicado.



ondas rubras

 

Que barco invisível engendra tantas ondas?

Cortando, passa célere na pele aquosa,

que, dilacerada, espuma vermelho.

 

Sangra o mar.

 

Sua dor é ouvida na areia

em sussurros marítimos

suados e amargos.

 

Sangra o mar.

Imerso no mar imenso,

o corpo afunda-se

para ser.

 

Sangra o mar.

 

É, no mergulho,

a cor que lhe ferve

por dentro.

 

Sangra no mar.

 

E as ondas rubras carregam nos braços

à areia o corpo sem vida.

De quem será?

 

 


Comentários

Felipe :
Muito belo o poema da Giselly!
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Pam Orbacam :
Belíssimo.
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Aline Aimée :
Parabéns, Giselly! Bela poesia!
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Regina Petrillo :
Linda poesia. Mostra toda tua sensibilidade.
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camila reis :
Musical!
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Omar Namur! :
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Omar Namur :
Nossa, ficou lindo mesmo!! Se fazer alguma diferença receber ou nao um elogio de um aluno, mais realmente, amei!! Adorei a história, tudo!!! Perfeito!! Parabéns!
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Gabrielly Peregrino :
Vivemos sangrando no mar.
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Thiago Stoffel :
Parabéns, Giselly!!! Continue sangrando versos e lírios no mar de nossa existência. O ser humano precisa das suas borboletas.
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Araceli Pires :
Simpismente magnifico! Num futuro não muito distante aprenderemos sobre uma poesia peregrina... Parabéns!
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Juliana Delmonte :
Parábens, Srta. Gyselle! Seu poema é deliciosamente sonoro, praticamente uma música quando o recitamos em voz alta.
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Assis de Mello :
Belo poema, Gyselle. Imagens com sabor náutico de sal. Deliciosamente, essa ambientação marítima me fez lembrar trechos de Saint-John Perse. Parabés. Chico (http://coisasdochico.blogspot.com)
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Agnaldo :
Parabéns!Lindo e triste, poético e profundo.
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